Autoanálise Desabafo Sei l á...

Autoanálise
Desabafo
Sei l á...

Revendo alguns  conceitos, reavaliando algumas questões, conscientizando-me  do meu  inacabamento, da minha incompletude, passei a  ressignificar  minha vida.
Informo ao leitor que não tenho  uma relação harmoniosa  com a escrita, não tenho o  dom da oratória, tampouco dou-me com as regras de pontuação. Travo uma luta diária com as vírgulas, questiono as normas de concordância e duvido de algumas  grafias. Esse nosso português brasileiro herdado de Portugal  é  mesmo  complicado... Daí, o caro leitor perguntará:
_Não és formada em  Letras?
Eu responderei:
_Sim, sou!
Aproveito para informar que isso não quer dizer muita coisa. O fato de ter um diploma não significa que sou uma exímia escritora, exímia oradora, não! Confesso que até fiquei um pouco paranoica  depois de ter feito letras, palavras que em outrora escrevia facilmente, hoje, fico na dúvida sobre a grafia correta.
Antes de fazer LETRAS pensava que era boa em gramática, fiz o curso supondo que sairia dominando toda a gramática normativa, a famosa norma culta, ao término do curso vi que não sei metade do que prega a norma padrão, domino sim, o português brasileiro, minha língua materna, sua forma coloquial, mas  há  mais  coisas na gramática normativa q supõe a minha vã ignorância. Marcos Bagno(em a Língua de Eulália) e Sírio Possenti (em Por que (não) ensinar gramática na escola) foram importantíssimos na minha formação, pois eles fizeram-me pensar sobre o ensino de gramática nas escolas.
Depois de cursar LETRAS comecei a me cobrar demais...enfim...
Certa vez em uma dessas discussões em sala de aula alguém comentou que às vezes um bom escritor é um péssimo crítico literário e que um péssimo escritor pode ser um bom crítico, moral da história, ninguém é bom em tudo, e vc pode ser bom em algo.
Outra observação que faço é a seguinte: Há na bíblia uma passagem q fala: “a fé sem obra é morta.”, fazendo uma analogia, a teoria sem prática é morta. Por que citei isso? No início falei que ñ domino a arte da escrita e possuo algumas dúvidas no tocante a gramática mesmo tendo feito LETRAS, tive muitas teorias, muitas sobre como deveser  prática na sala de aula, pouquíssimas sobre gramática normativa , fiquei nisso, absorvi as teorias, fiz todas a s tarefas no prazo, mas me limitei às teorias,  a universidade, ñ fui a campo, ñ pratiquei o devido, ñ fui à sala de aula vivenciar/praticar o aprendido, pequei nisso, mas ñ dava tempo de supri o q a universidade negligenciava, tínhamos prazo para entregar projetos, planos de aulas, caprichar nos seminários, tanta atividade ligada à teoria q não sobrava tempo pra mais nada....
Hoje ñ me cobro tanto por isso, por não dominar a tal gramática normativa, por não ter lido todos os 100 livros que o professor falou q todo profissional de letras DEVE ler.
Sou burra por isso? Incompetente? Não! Hj tenho consciência da minha incompletude, sou consciente de que é sempre tempo de  aprender, de buscar novos caminhos. E busquei...
Hj estou muito feliz no curso atual, consigo fazer reflexões sobre a vida, sobre minha condição de sujeito, que antes ñ fazia.
Hj percebo q o meu caminho é só meu, posso ñ ser boa nisso, mas posso ser naquilo, ninguém é bom 100% em nada, torno a reforçar.

Hj sou feliz como sou pq parei de exigir de mim aquilo q ñ tenho condições, no momento, de dar.
Percebi q ñ gosto de falar em público porque me preocupo demais com a opinião alheia, o julgamento dos outros.Parei com isso.Sei q ñ é possível agradar a todos por mais q eu me esforce  ninguém visualizará meu esforço, vão sempre focar naquilo q ñ fui bem, ñ considerarão o q há por traz, as consequências, as contingências, o ñ dito, portanto ,farei o melhor possível por mim e por quem me ama de verdade,não vou mais ficar imaginando se estou ou ñ agradando. Críticas sempre existirão.Enquanto eu souber que sou uma pessoa em constante transformação que sempre é tempo de aprender, eles ñ mais me abalarão.
Comecei com essa autoanálise porque fiquei “engasgada”com uma conversa que surgiu entre alguns colegas.
Expus que prefiro prova a seminário, ñ gosto deste. O colega falou que na nesta profissão q escolhemos é fundamental- pra quem quer ser palestrante, sim! Eu ñ pretendo ser palestrante, por isso discordei dele. Parece q fui a única a discordar. Dai pensei, será q meu modo de pensar difere tanto dos demais. Ele foi tão incisivo na ideia dele, de que termos q ser bons em seminários...
Não gosto de seminários e sei q isso não fará de mim uma psicóloga ruim.
Conheço uma pessoa que dá show em seminários, ótima oradora, mas não é uma pessoa fácil de conviver, de lidar no dia a dia, é daquelas q conhecemos por “cabeça dura”, que tem suas ideias formadas e essas q são certas...
Não vou bem em seminários, talvez por deixar isso bem claro e tomar isso como uma verdade absoluta, mas já passei por alguns estágios nos quais minha atuação com o outro foi bem sucedida, minha chefe me adorava, as regentes do meu estágio até hj mantenho contato, meus “alunos” escreveram lindas cartas pra mim, fizeram surpresa na despedida, conquistei respeito.Isso q fica!
Sei lidar com o outro de igual pra igual, dialogar, chegar e dizer quem sou, o que quero, mas não gosto de ser o centro, falando, dando show, pra posteriormente receber elogios pela apresentação-encenação, ñ gosto do destaque q o seminário dá ao orador, no consultório, na terapia em grupo, eu serei mediadora, o protagonista será o paciente, eu ñ preciso ser destaque.
As vezes q precisei dialogar com o outro, conversar, conhecer, consegui e ñ devo isso a seminário algum.
Vc pode ser um bom orador, atualmente há técnicas para isso, mas psicólogo requer tato, pele, vocação, percepção, sensibilidade, amor, enxergar além do q o olho pode ver.
Hoje caminho mais leve pq sei q eu tenho meu tempo, uma história de vida q é só minha.
Hj entendo como sou, uma pessoas dedicada, esforçada, longe se ser intelectual, hj sei q há textos q posso ler 1 vez só e compreender, outros posso ler mais de 3vezes e ficar sem entender nada, ao passo q outra pessoas na 1 leitura já captou toda a ideia do texto, mas ler e ñ entender também me é peremitido.
Uma psicóloga falou : “ quem disse a o aprender se dá em anos, meses? Que em 1 ano tenho q aprender todo um conteúdo.Somos seres únicos, cada indivíduo tem seu tempo e o seu tempo é só seu.
O fato de eu demorar mais para aprender algo que um colega compreende em segundos ñ significa que sou inferior.Hoje tenho consciência disso.
Minha história de vida me permite ser como sou e capacita-me a ir além, a melhorar a modificar o q deve ser modificado, sou única, particular e ñ vou mais permitir q críticas infundadas, olhares, risos irônicos atrapalhem meu caminhar...
 E pra quem não acredita que tímidos podem ser bem sucedidos, vai ai uma lista de alguns tímidos que deixam qualquer bom orador no chão:
Chico Buarque-Bill Gates- Barack Obama-
MILTON NASCIMENTO -LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO -WOODY ALLEN, dentre outros
FIM!!




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